Licença Poética na publicidade – Ade Advertising

Licença Poética na publicidade

Mar 23, 2021 By About Ade

(BR) Às vezes, não acentuar, parece mesmo ser a solução

Por Marina Machado

É comum que a publicidade use as normas padrão da língua portuguesa. Inclusive, se algum anúncio publicitário conter palavrões, insultos e erros de português, ele corre o risco de sofrer penalidades pelo Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (CONAR).

Contudo, vivemos nos deparando com propagandas, anúncios e todos os outros tipos de materiais publicitários cheios de erros de português. Mas estamos aqui para falar de trabalho profissional e não daquele feito pelo amigo do amigo do amigo, rsrs. E falando em trabalho profissional, normalmente quem faz os textos com conteúdo publicitário nas agências, são redatores profissionais com grande domínio da língua portuguesa. E você deve estar se perguntando o porquê de ainda assim, encontrar erros nas propagandas… pois bem! Hoje viemos falar dos ERROS PROPOSITAIS, onde escrever de maneira aparentemente errada, é escrever de maneira certa, uma vez que o objetivo seja chamar a atenção. (ó céus, revelamos um segredo).

Na publicidade, toda campanha e qualquer material são pensados e minimamente calculados para o seu público-alvo respectivo. A linguagem quase sempre é simples para propor acessibilidade ao consumidor, porém, gostamos de desafiar o público, não mastigando informações para promover a reflexão, ou seja, a gente conta a piada, mas não explica. São as famosas sacadas, sacou?

Portanto, quando existe algum erro em material publicitário, ele é proposital (ou pelo menos deveria ser). E chamamos isso de ‘Licença Poética’, onde utilizamos a arte para persuadir, comover e sensibilizar o consumidor.

Utilizamos a licença poética todos os dias ao falar, ela é livre para todo mundo usar, uma vez que a linguagem oral do dia a dia é bem diferente da escrita.

Com isso, queremos dizer: não se assuste com erros medonhos encontrados por aí em empresas de referências nacionais e até mesmo internacionais, quando forem provenientes de agências de publicidade profissionais e reconhecidas. O que importa mesmo é não abusar dos erros e não perder o realismo das normas padrão da nossa língua e, acima de tudo, o essencial é: conseguir PASSAR A MENSAGEM.

Até a próxima!