A linguagem dos Quadrinhos

17 de março de 2015 Por Sobre Tecnologia

As histórias em quadrinhos (HQs) são uma mídia versátil, altamente acessível tanto para o leitor quanto para quem o produz, e com uma porrada de possibilidades para serem exploradas.

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Quadrinhos unem o melhor da literatura e do cinema. Eles unem composição de cenas, jogos de câmera e todo o paranauê que você vê nos filmes; com o poder que o texto literário proporciona, sendo ele algo profundo e tocante ou uma piração pura. E tudo isso numa linguagem bem mais concisa e rápida. Juntamente, essas outras duas linguagens também bebem da fonte dos quadrinhos, inspirando filmes além do arrasa quarteirão de super-heróis do mês. Dentre alguns destes filmes estão 300, V de Vingança, Persepolis, Scott Pilgrim, e a lista vai.

A ideia que o público geral possui sobre os quadrinhos é que estes são uma mídia juvenil, uma literatura sem esforço, onde impera apenas Turma da Mônica, Marvel e DC. Sim, esses produtos têm um grande valor e relevância, mas a HQ possui um escopo e capacidade muito maior. Trabalhos jornalísticos como as graphic novels autobiográficas de Joe Sacco retratando sua viagem pela Palestina em tempos de conflito; biográficos como Maus, um relato do autor sobre seu pai, um judeu sobrevivente do Holocausto e suas repercussões; e memórias em Persépolis, onde sua autora relembra a transição de viver em uma família moderna num país em progresso, o Irã, e ver isso ser mudado ainda quando criança com a chegada da república Islâmica Teocrática.

Tantas obras reflexivas e bad vibe quanto as citadas como o gibi leve que você lê no banheiro têm seu próprio valor e espaço. A gama de possibilidades é infinita.